Terça-feira, 11 de Janeiro de 2011

Presidente ou "Presidenta"? - Aprenda o correcto.

 Presidente ou Presidenta? | Aprenda o Correto
Independente de partido político, vamos respeitar o português!
Presidenta ou Presidente?
Notei, assim como aqueles mais atentos também devem tê-lo feito, que a candidata Dilma Roussef e seus sequazes, pretendiam que ela viesse a ser a primeira "presidenta" do Brasil, tal como atestava toda a propaganda política veiculada pelo PT na mídia.
 
«Presidenta»???
Mas, afinal, que palavra é essa totalmente inexistente em nossa língua?
Bem, vejamos:
No português existem os particípios activos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio activo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante…
Qual é o particípio activo do verbo ser? O particípio activo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que
tem entidade.
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a acção que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte. Portanto, à pessoa que preside é PRESIDENTE, e não “presidenta”, independentemente do sexo que tenha. Se diz capela ardente, e não capela “ardenta”; se diz estudante, e não “estudanta”; se diz adolescente, e não “adolescenta”;se diz paciente, e não “pacienta”.
Um bom exemplo seria:
A candidata a presidenta comporta-se como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta.”
Outro caso a exemplo: Uma Dr.ª Juiz do Tribunal... Dr.ª JUIZ!!!  Não existe Dr.ª "juíza".
publicado por Admin às 16:17
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Sábado, 31 de Julho de 2010

Morreu António Feio.

A MORTE DE UM BOM ACTOR TORNA A ARTE MENOS RICA



O actor António Feio morreu esta quinta feira à noite, no Hospital da Luz, em Lisboa, onde estava internado desde terça feira, informou hoje a produtora UAU, em comunicado.

António Feio, 55 anos, que sofria de um cancro no pâncreas, morreu às 23:40, na unidade de Cuidados Paliativos do Hospital da Luz.

António Feio havia sido, em Março, condecorado pelo Presidente da República, por ocasião do Dia Mundial do Teatro, jutamente com sete personalidades ligadas à arte dramática.

O actor lutava contra a doença à um ano e meio, mostrando-se sempre confiante e optimista quanto à sua recuperação. Em entrevista ao SAPO Notícias, em Fevereiro deste ano, António Feio falou abertamente sobre a doença.

Biografia



António Feio viveu em Moçambique até aos sete anos, tendo depois ido para Lisboa, com a família. Estreou-se aos onze anos no teatro, com a peça de Miguel Torga, "O Mar", dirigida por Carlos Avilez, no Teatro Experimental de Cascais.

Chega cedo à televisão e ao cinema, participando ainda em folhetins na rádio e campanhas publicitárias.

Em 1969, profissionalizado na companhia teatral de Laura Alves, volta a Moçambique, em digressão com a peça Comprador de Horas.

Retirou-se dos palcos, tendo trabalhado como desenhador num atelier de arquitectos.

Em 1974 está, de novo, no Teatro Experimental de Cascais, de onde sai para formar, com Fernando Gomes, o Teatro Aquarius. Passa de seguida para a Cooperativa de Comediantes Rafael de Oliveira, Teatro Popular-Companhia Nacional I, sob a direcção de Ribeirinho, Teatro São Luiz, Teatro Adóque, Teatro ABC, Casa da Comédia, Teatro Aberto, Teatro Variedades, Teatro Nacional D. Maria II.

Começa a encenar com o espectáculo "Pequeno Rebanho Não Desesperes" de Christian Giudicelli, na Casa da Comédia. Segue-se "Vincent "de Leonard Nimoy, no Teatro Nacional D. Maria II e" O Verdadeiro Oeste" de Sam Shepard, no Auditório Carlos Paredes.

Faz, como actor, Inox-Take 5 (1993) com José Pedro Gomes e é o início de um trabalho em conjunto e de uma "dupla" que dura até aos dias de hoje.

Começa a dirigir cursos de formação de actores no Centro Cultural de Benfica e forma com vários alunos alguns grupos: O Esquerda Baixa e o Pano de Ferro, e com eles faz alguns espectáculos.

Seguem-se muitas outras encenações, entre as mais marcantes: "A Partilha" de Miguel Fallabela e "O Que diz Molero" de Diniz Machado (Teatro Nacional D. Maria II); "Conversa da Treta de José Fanha (Auditório Carlos Paredes); "O Aleijadinho do Corvo" de Martin McDonagh (Visões Úteis/ Teatro Rivoli); "Jantar de Idiotas" e "O Chato" de Francis Veber (Teatro Villaret).

Para além do teatro fez televisão (popularizou-se em sitcoms como Conversa da Treta ou programas como 1, 2, 3); algum cinema (com Alfredo Tropa, Eduardo Geada, Luís Filipe Costa e Fernando Fragata), traduções e muitas dobragens.

Fonte: Sapo
publicado por Admin às 00:44
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Quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009

A vida real do Dr. António de Oliveira Salazar. (Sintese)

A verdadeira vida do Dr. Oliveira Salazar narrada pelas fontes mais credíveis, as pessoas do Povo que com ele viveram, trabalharam e conviveram, algumas desde a infância e juventude do antigo Presidente.
Da aldeia do Vimieiro a chefia do governo, passando pelas finanças.
Como recuperou um País em crise total, evitou a entrada do comunismo e afastou atitudes fascistas em Portugal.


publicado por Admin às 10:01
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Domingo, 27 de Setembro de 2009

Scott Mendelson - Força Humana!

São precisos 3 homens fortes para lhe elevar a barra Olímpica carregada aos suportes do banco de supino... esses 3 individuos são verdadeiros colossos, mas ainda assim parecem fracos quando comparados a Scott Mendelson!!! Este individuo com cerca de 38 anos, 1.85 m de altura e 155 kg de peso, faz supino deitado (benchpress) com 458 kgs.

A sua força equipara-se a de 10 homens comuns juntos!!!



«Saiem-me os olhos da órbitas em cada treino, os meus múculos parecem rasgar e sangro pela boca»



Record Mundial de supino: 458 kg. Alguém quer tentar fazer melhor?

publicado por Admin às 19:26
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Terça-feira, 15 de Setembro de 2009

Morreu Patrick Swayze.

Swayze em "Dirty dancing", o filme que fez dele uma estrela

O actor Patrick Swayze morreu ontem, segunda-feira, após uma batalha contra o cancro.
Swayze foi diagnosticado com cancro no pâncreas em Janeiro de 2008. E, segundo a Reuters, tinha dito numa entrevista, em Janeiro de 2009, que poderia ter apenas mais dois anos de vida. Morreu com 57 anos.

O actor saltou para a ribalta após o filme "Dirty Dancing", em 1987, e tornou-se numa figura conhecida em Hollywood. Em 1990, contracenou também com Demi Moore, no filme "Ghost, O Espírito do Amor". Foram os filmes em que participou com mais projecção internacional.

FONTE: JN
publicado por Admin às 20:38
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Sexta-feira, 14 de Agosto de 2009

Franz Kafka.

Fotografia de Franz Kafka retirada em 1906

Franz Kafka
Praga, 1883 - idem, 1924


Escritor checo em língua alemã. É um dos romancistas mais singulares do século xx. A sua obra está marcada por uma ruptura interior alimentada pela sua confusa identidade: de origem judaica, vive no fervor nacionalista centro-europeu e escreve em alemão. Por decisão do pai, com quem mantinha relações conflituosas, estuda Direito e trabalha ao longo de quase toda a sua vida numa companhia de seguros. Mas a sua complexa natureza não se adapta a esta rotina e dedica todo o tempo livre à obra literária. Mantém vários amores difíceis, dos quais há abundante informação nos seus diários e cartas. Doente de tuberculose, morre aos quarenta e um anos depois de ordenar a Max Brod, seu testamenteiro literário, que queime os seus manuscritos (coisa que este não faz).
Um dos seus primeiros livros é Um Médico da Aldeia, série de relatos que apresentam um universo angustiado, entre o sentimento e a decadência física e o peso da obra que ainda lhe fica por escrever. O Castelo é uma obra de plena maturidade. Em termos gerais, ao longo de toda a sua obra Kafka entrega-se à exploração do seu universo interior. A Metamorfose, O Processo, A Colónia Penitenciária, o Diário Íntimo e a Correspondência são os seus melhores escritos. Deixa várias obras inacabadas.
Quanto à técnica narrativa, na obra de Kafka o narrador confunde-se exactamente com a sua pessoa, isto é, praticamente desaparece. O romancista não domina o mundo que descreve, mas que o padece; isto explica a ausência de uma dimensão moral ou política na sua obra.

publicado por Admin às 01:21
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Sábado, 8 de Agosto de 2009

Morreu Raul Solnado: 1929-2009 -- R.I.P.



O actor Raul Solnado, de 79 anos, morreu, este sábado, de doença cardio-vascular.

A SIC, citando informações do Hospital de Santa Maria, informou que Raul Solnado, conhecido sobretudo pelo talento como humorista, morreu esta manhã.

Para além de opereta, revista, teatro clássico, cinema, o artista também fez televisão.

Com Fialho Gouveia e Carlos Cruz, protagonizou, em 1969, um estrondoso sucesso televisivo com o programa "ZipZip" e depois com "A Visita da Cornélia".

Na década de 60 criou de raiz e dirigiu o teatro Villaret. Fica também ligado para sempre à Casa do Artista, instituição de apoio aos artistas reformados, da qual foi director.
publicado por Admin às 21:44
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Terça-feira, 21 de Julho de 2009

Eva Braun__________A Life.

Eva Braun: 1912- 1945.



Video: Colorido
Resolução: 320X215
Formato: Avi
Tamanho: 43 MB
Audio: Música de fundo
Imagens Históricas raras.
LINK

publicado por Admin às 14:29
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Terça-feira, 14 de Julho de 2009

Mark Twain.

(clique na imagem para a ampliar)
Mark Twain, pseudónimo de Samuel Langhorne Clemens, (Florida, 30 de Novembro de 1835 — Redding, 21 de Abril de 1910). Foi um escritor, humorista e romancista norte-americano.

Em seu auge, Twain foi a celebridade mais conhecida de sua época. William Faulkner disse que ele foi "o primeiro escritor verdadeiramente americano, e todos nós desde então somos seus herdeiros". O autor sustentava que o nome "Mark Twain" vinha da época em que trabalhou em barcos a vapor; era o grito que os pilotos fluviais emitiam para marcar (mark) a profundidade das embarcações. Acredita-se que o nome na verdade tenha vindo de seus dias de abandono no oeste, quando ele pedia dois drinks e falava para o atendente do bar "marcar duplo" ("mark twain") em sua conta. A origem verdadeira é desconhecida. Além de Mark Twain, Clemens também usou o pseudónimo "Sieur Louis de Conte".
Samuel Langhorne Clemens nasceu na localidade de Flórida, Missouri, o terceiro dos quatro filhos sobreviventes de John e Jane Clemens.

Ainda bébé, mudou-se com a família para a cidade ribeira de Hannibal, também no Missouri.
Foi deste lugar e de seus habitantes que o autor Mark Twain tiraria a inspiração para seus trabalhos mais conhecidos, especialmente "As Aventuras de Tom Sawyer" ("The Adventures of Tom Sawyer") (1876).
O pai de Clemens morreu em 1847 de pneumonia, deixando muitas dívidas. O filho mais velho, Orion, logo começaria um jornal, e Samuel passou a contribuir como jornaleiro e escritor ocasional. Algumas das histórias mais espirituosas e controversas do jornal de Orion vieram do lápis de seu irmão caçula – normalmente quando o dono estava fora da cidade.

Mas a tentação do Rio Mississippi eventualmente levaria Clemens à carreira de piloto de barcos a vapor, uma profissão que ele mais tarde afirmaria levar consigo até o fim de seus dias, recontando suas experiências no livro "Life on the Mississippi" (1883). Mas a Guerra Civil e o advento das estradas deram fim ao tráfego comercial de barcos a vapor em 1861, e Clemens teve de procurar um novo emprego. Pensou até ir pro Brasil,mas desistiu da idéia.

Depois de um breve período como membro de uma milícia local (experiência relembrada em 1865 em seu conto "The Private History of a Campaign That Failed"), ele escapou de um contato mais aprofundado com a guerra ao seguir para o oeste em Julho de 1861 com Orion, que acabara de ser nomeado secretário do governador territorial de Nevada. Os dois viajaram por duas semanas atravessando as planícies numa diligência até a cidade mineira de Virginia City.
As experiências de Clemens no oeste formaram-no como escritor e seriam a base de seu segundo livro, "Roughing It". Uma vez em Nevada ele se tornou mineiro, esperando enriquecer na extração de prata no Comstock Lode e permanecendo longos períodos no campo com seus colegas de serviço – outro modo de vida que ele mais tarde transformaria em literatura. Fracassando como mineiro, ele voltou ao trabalho em jornais com o Territorial Enterprise de Virginia City, onde adotou o nome "Mark Twain" pela primeira vez. Em 1864, mudou-se para São Francisco, Califórnia, colaborando ali com diversos jornais.

Em 1865 Twain experimentou seu primeiro sucesso literário. A pedido do comediante Artemus Ward (que ele conheceu e com quem fez amizade durante sua passagem por Virgínia City em 1863), o escritor enviou um conto de humor para uma colecção que Ward estava publicando. O texto chegou tarde demais para entrar no livro, mas o editor passou-o para o Saturday Press. A história, intitulada originalmente "Jim Smiley and his Jumping Frog" (atualmente mais conhecida como "The Celebrated Jumping Frog of Cavaleras County" ou "A Célebre Rã Saltadora do Condado de Cavaleras") foi reimpressa por todo o país, e considerada por James Russel Lowell, editor do Atlantic Monthly, "a melhor peça de literatura humorística já produzida nos Estados Unidos da América".

Na primavera de 1866 ele foi indicado pelo jornal Sacramento Union para viajar para as Ilhas Sandwich (hoje Hawaii) e escrever uma série de relatos sobre sua jornada. Quando de seu retorno a São Francisco, o sucesso da reportagem e o encorajamento pessoal do Coronel John McComb (que publicava o jornal Alta California) levaram-no a se arriscar em seu próprio circuito de leituras, alugando a Academy of Music e cobrando um dólar por pessoa. "Portas abertas às 7 horas", escreveu Twain no pôster de divulgação. "Baderna prevista para as 8".

A primeira apresentação foi um grande sucesso, e sem tardar Twain passou a viajar por todo o estado, lendo seus textos em pequenas casas de entretenimento.
Mas seria outra viagem que estabilizaria sua fama como autor. Twain convenceu o Cel. McComb do Alta California a pagar sua passagem a bordo do paquete "Quarter City", que faria um cruzeiro pela Europa e Centro Leste. Os relatos de Twain sobre a viagem para o jornal formariam a base de seu primeiro livro, "Innocents Abroad", um vasto e cómico guia de viagens que se recusa explicitamente a venerar as artes e convenções do Velho Continente. Vendido por assinatura, o livro tornou-se bastante popular, dando a seu autor um destaque que permaneceria de bom grado pelo resto de sua vida.

Depois do sucesso de "Innocents Abroad" ele casou-se com Olivia Langdon em 1870 e mudou-se para Buffalo, Nova York, e depois para Hartford, Connecticut. O casal teve um menino e três meninas, Langdon, Susy, Clara e Jean. Langdon morreu em 1872, e as outras três nasceram entre 1872 e 1880. Durante esse período, Twain viajava com frequência pelos Estados Unidos e Inglaterra apresentando seus textos.

O romance "Adventures of Huckleberry Finn" é considerado em geral a mais importante contribuição de Twain para a literatura, como disse Ernest Hemingway:

Toda a literatura moderna americana adveio de um único livro de Mark Twain chamado "Huckleberry Finn" (...) Não havia nada antes. Não houve nada tão bom desde então.

Twain começou como um escritor de versos leves e bem humorados; terminou como um cronista quase profano das frivolidades, hipocrisias e atos de matança cometidos pela humanidade. "Huckleberry Finn", no meio dessa trajectória, foi uma combinação de humor denso, narrativa trabalhada e críticas sociais praticamente imbatível em toda literatura mundial.

Ele era um mestre em emular o coloquialismo, ajudando a criar e popularizar uma literatura distintivamente americana, baseada nos temas e no idioma do seu país.
Twain era fascinado pela ciência, tecnologia e pesquisas científicas, chegando inclusive a patentear uma invenção sua para ajustar e prender suspensórios. Ele teve uma amizade próxima e duradoura com Nikola Tesla, e os dois reuniam-se de tempos em tempos no laboratório do físico. O livro "A Connecticut Yankee in King Arthur's Court", talvez um pouco inspirada em Tesla, apresentava um viajante do tempo da época de Twain que usa seus conhecimentos científicos para levar tecnologia moderna à era do Rei Arthur na Inglaterra.

Twain foi uma figura importante na Liga Anti-Imperialista Americana, que se opunha à anexação das Filipinas pelos Estados Unidos. Ele escreveu "Incident in the Philippines" ("Incidente em Filipinas", publicado postumamente em 1924) em resposta ao Massacre de Moro Crater, onde seiscentos muçulmanos filipinos foram assassinados por tropas norte-americanas.

Recentemente houve uma tentativa de banir "Huckleberry Finn" de algumas livrarias, supostamente por ofender determinadas pessoas devido ao uso de cores locais por seu autor.
Embora Twain fosse contra o racismo e imperialismo, sentimentos avançados para sua época, indivíduos com conhecimento superficial de seu trabalho taxaram-no de racista simplesmente por sua descrição precisa do linguajar vulgar dos Estados Unidos do século XIX. Expressões que eram usadas casual e inconscientemente na época hoje em dia são consideradas "racistas".
O próprio Twain iria se sentir lisonjeado com tais sentimentos; em 1885, quando uma livraria em Massachusetts baniu o livro, ele escreveu para o seu editor: "Eles expeliram Huck de sua livraria como 'lixo adequado apenas aos favelados' que certamente nos fará vender 25000 cópias a mais".
A maioria das obras de Twain foram suprimidas de tempos em tempos por uma razão ou outra. 1880 viu a publicação de um pequeno volume anônimo intitulado "1601: Conversation, as it was by the Social Fireside, in the Time of the Tudors", que procurava reproduzir diálogos da Inglaterra Elizabetana nos mínimos detalhes, inultos e profanidades inclusos. Twain estava entre os supostos autores da peça, mas a polémica só terminou em 1906 quando ele finalmente assumiu a paternidade literária desta obra-prima da escatologia.

Twain pelo menos pôde ver "1601" publicada enquanto vivo. Ele escrevera um artigo antibelicista intitulado "The War Prayer" durante a Guerra Hispano-Americana que foi submetido a publicação, mas em 22 de Março de 1905, a Harper's Bazaar rejeitou-o por "não ser bem apropriado a uma revista feminina". Oito dias depois, Twain escreveu para seu amigo Dan Beard, para quem ele havia relatado a história, dizendo, "Eu não acho que a prece será publicada em minha era. Somente aos mortos é permitido que se diga a verdade". Por ter um contrato exclusivo com a Harper & Brothers, Mark Twain não poderia publicar "The War Prayer" em nenhum outro lugar, e o texto permaneceu inédito até 1923.

Após sua morte, a família de Twain escondeu algumas das suas obras que eram particularmente irreverentes ao tratar de questões religiosas, a mais notável delas sendo "Letter from the Earth", que só foi publicada em 1962. A anti-religiosa "The Mysterious Stranger" sairia somente em 1916.

Talvez o mais controverso de todos foi o discurso cômico de Mark Twain em 1879 no Clube do Estômago em Paris, intitulado "Some Thoughts on the Science of Onanism" ("Algumas Reflexões sobre a Ciência do Onanismo"), que concluía com o pensamento: "Se você deve levar uma vida sexualmente activa, não brinque tanto com a mão solitária". Este discurso só seria publicado em 1943, e ainda assim apenas em edição limitada a cinquenta cópias.

Outras obras populares de Twain foram "The Adventures of Tom Sawyer", "The Prince and the Pauper" e a não-fictícia "Life on the Mississipi".
A sorte de Twain começou então a entrar em declínio; em seus últimos dias ele se tornou um homem bastante deprimido, mas ainda assim capaz. Tornou-se célebre sua resposta ao New York Journal após a equivocada divulgação prematura de seu obituário: "Os relatos sobre minha morte foram desmedidamente exagerados", dizia a missiva datada de 2 de Junho de 1897.

Seu único filho homem, que nasceu com problemas de saúde, morreu depois de Clemens levá-lo para passear em um dia de mau tempo sem cobrir o carrinho de bebê. Susie, sua filha predileta, morreu enquanto ele estava na Austrália completando uma série de leituras. Depois de dar a luz a quatro filhos, Olivia Langdon passou o resto da vida adulta doente. No final Clemens perdera três de seus quatro filhos, além de sua querida esposa, antes de morrer em 1910. Ele também passou por maus momentos em seus negócios. Sua editora acabou falindo e ele perdeu centenas de dólares em uma máquina de escrever que nunca foi finalizada, perdendo também a parte que lhe devia nos direitos autorais de alguns de seus livros, que eram pirateados antes mesmo de Clemens ter a chance de publicá-los
Em 1893 Twain foi apresentado ao industrial Henry H. Rogers, um dos proprietários da Standard Oil. Rogers reorganizou as finanças caóticas do escritor, e os dois tornaram-se amigos íntimos pelo resto de suas vidas. A família de Rogers virou a família emprestada de Twain e ele era convidado frequente na residência de Rogers em Nova York e em sua casa de verão em Fairhaven, Massachusetts, onde os dois eram parceiros de bebedeiras e póquer. Em 1907 eles viajaram no iate "Kanawha" de Roger até a Jamestown Exposition, organizada no Sewell's Point próximo a Norfolk, Virgínia, em comemoração ao tricentésimo aniversário da fundação da Colônia de Jamestown.

Enquanto Twain creditava abertamente Rogers por salvá-lo da ruína financeira, há também evidências substanciais em suas correspondências de que a amizade próxima dos últimos anos foi benéfica para ambos os lados, aparentemente amenizando o temperamento ruim de Rogers, um industrialista de mão pesada. Em uma dessas ironias da história, Rogers acabou sendo apresentado a Twain pela repórter investigativa Ida Tarbell, que é creditada por expor o lado obscuro da Standard Oil com informações que obteve justamente de encontros com Rogers. Durante os anos de intensa amizade, Rogers, influenciado por Twain, ajudou a financiar a educação de Helen Keller além de fazer contribuições substanciais para o Dr. Booker T. Washington. Após a morte de Rogers, o Dr. Washington revelou que o industrial (uma figura pública bastante odiada) ajudou generosamente a fundar diversas escolas e instituições de ensino secundário em cidades pequenas do sul dos Estados Unidos.

Apesar da saúde instável, Twain retornou em Abril de 1909 à Norfolk, sendo o convidado especial do discurso em comemoração à recém-inaugurada Virginian Railway, uma maravilha da engenharia da época. A construção da nova estrada de ferro fora financiada inteiramente por Henry Rogers
Quando o industrial morreu repentinamente em Nova York menos de dois meses depois, Twain, seguindo no comboio de Connecticut para visitá-lo, foi recebido com a notícia na Grand Central Station naquela mesma manhã por sua filha. Sua reação de choque tornar-se-ia bem conhecida posteriormente. Quando Twain recusou-se a embarcar no trem funerário de Nova York para Fairhaven, onde seria realizado o enterro, ele afirmou que não se arriscaria a viajar para tão longe entre aqueles que conhecia tão bem, e com os quais deveria por necessidade se misturar nas conversas e animosidades.

O próprio Twain morreria menos de um ano depois. Ele escreveu em 1909, "Eu cheguei com o Cometa Halley em 1835. Ele vai voltar ano que vem, e eu espero que leve-me junto". O cometa pode ser visto nos céus a cada 75-76 anos. Estava visível em 30 de Novembro de 1835, quando Twain nasceu, e também em 21 de Abril de 1910, quando ele morreu (embora as datas exactas do ápice do Halley são 16 de Novembro e 10 de Abril, respectivamente).

Depois de sua morte, uma das figuras proeminentes a lhe pagar tributo foi o presidente dos Estados Unidos na época, William H. Taft. Em suas palavras, "Mark Twain proporcionou divertimento intelectual a milhões, e suas obras continuarão a dar tal satisfação a milhões ainda por vir. Ele nunca escreveu uma linha que um pai não pudesse ler para uma filha". Taft provavelmente ainda não havia conhecido o livreto "1601".
publicado por Admin às 13:40
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Benjamin Franklin (1706-1790).


Benjamin Franklin

Boston, 1706 - Filadélfia, 1790


Estadista e físico norte-americano, Filho de um modesto fabricante de velas, começa a trabalhar aos dez anos como aprendiz no estabelecimento do pai. Posteriormente passa para a tipografia do seu irmão James. Ao mesmo tempo dedica todo o seu tempo livre a instruir-se. O Ensaio sobre o Entendimento Humano, de Locke, e The Spectator, de Addison, exercem grande influência sobre o seu espírito. Em 1723, Franklin visita Nova Iorque e Filadélfia e, finalmente, viaja para a Grã-Bretanha, onde aperfeiçoa a sua educação.

De novo na América, Franklin cria por sua vez uma tipografia e funda uma revista (Poor Richard´s Almanac) e um jornal. Pouco depois cria um clube, funda uma biblioteca, um hospital, uma companhia de seguros contra incêndios, etc.

Apesar de tantas ocupações, Franklin continua a ocupar-se da sua formação e dos seus estudos. Entrega-se com entusiasmo à investigação dos fenómenos eléctricos. Uma série de trabalhos empreendidos entre 1746 e 1747 conduzem-no à invenção do pára-raios. A Royal Society de Londres e a Academia de Ciências de Paris abrem-lhe as portas. Estuda alguns problemas relacionados com o crescimento demográfico, a contaminação do ar e a higiene e inventa os óculos bifocais e a estufa que tem o seu nome.

Ao iniciar-se a revolução das colónias da América do Norte, os colonos encarregam-no em 1757 de defender os seus interesses em Londres. Em 1763, após a sua eleição na Assembleia da Pensilvânia, encarregam-no de transmitir a Lord Granville a sua queixa por causa dos impostos. Em 1772, Franklin consegue dispor de cartas e documentos do governador inglês de Massachusetts, Hutchinson, e do alto funcionário Oliver, onde os colonos são tratados com o mais insultante desprezo. Publica estes documentos e é quase detido como rebelde. Recebido triunfalmente em Filadélfia (1775),é eleito deputado do primeiro congresso norte-americano. Franklin, com Jefferson e John Adams, redige o manifesto da declaração de independência (1776) e encarrega-se de negociar uma aliança com França.

Em Paris é acolhido com entusiasmo e, em 1778, assina o tratado de amizade entre a França e os Estados Unidos da América. Em 1779 assina um tratado semelhante com a Espanha e, em 1783, a Paz de Versalhes, tratado de paz com a Grã-Bretanha. Franklin não volta aos Estados Unidos até 1785. Neste mesmo ano preside ao Conselho Executivo de Filadélfia e em 1787 participa na Convenção de Filadélfia. Morreu de pleurisia em 1790.
Escreve numerosos ensaios e uma autobiografia, Memórias da Vida e Escritos de Benjamin Franklin. Estas memórias, publicadas em 1817, constam de duas partes. A primeira, redigida em forma de cartas ao seu filho, é escrita em 1771, durante a estada de Franklin em Inglaterra. Nela narra a história da sua vida até aos vinte e sete anos. A segunda parte já não é dirigida ao filho, que na guerra da independência se coloca ao lado dos Britânicos. Inicia-a em 1784, em Passy (França), e continua-a em Filadélfia. Chega até 1757 e trata do seu trabalho nos assuntos públicos. Estas memórias contêm sólidas reflexões morais.
publicado por Admin às 13:29
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